Me lembro quando você chegou a acreditar que tudo era para sempre. Porém esse período te afligia. Aterrorizava.
Não foi. E isso te aterrorizou mais ainda. Lembre quando você recebeu aquela música, em meio à rotina de trabalho, que dizia mais ou menos assim: "me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar... e foi pra lá, e foi pra lá".
Sua interpretação e acompanhamento com ares de de deboche não te fizeram bem. Nunca farão. Mude. Volte no tempo, quinze anos, se pergunte se aquela criança iria querer ver seu semblante indignado consigo mesmo. Não seja seletivo ao compartilhar amor.
Não se apegue, ou se apegue. Essa vida é a última oportunidade. Você sabe disso. Não sinta saudades por antecipações. Isso te faz perder a noção do que é vida.
Por fim, cure a si mesmo, como você tem praticado. Use seu dom. Seja feliz, você merece amor. Você merece o que conquistou. Você merece o que irá conquistar.
Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato. Assinado, eu.
