terça-feira, 1 de novembro de 2016

II-XXIX-MCMXCII

Me lembro quando você chegou a acreditar que tudo era para sempre. Porém esse período te afligia. Aterrorizava.

Não foi. E isso te aterrorizou mais ainda. Lembre quando você recebeu aquela música, em meio à rotina de trabalho, que dizia mais ou menos assim: "me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar... e foi pra lá, e foi pra lá".

Sua interpretação e acompanhamento com ares de de deboche não te fizeram bem. Nunca farão. Mude. Volte no tempo, quinze anos, se pergunte se aquela criança iria querer ver seu semblante indignado consigo mesmo. Não seja seletivo ao compartilhar amor.

Não se apegue, ou se apegue. Essa vida é a última oportunidade. Você sabe disso. Não sinta saudades por antecipações. Isso te faz perder a noção do que é vida.

Por fim, cure a si mesmo, como você tem praticado. Use seu dom. Seja feliz, você merece amor. Você merece o que conquistou. Você merece o que irá conquistar. 

Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato. Assinado, eu.

sábado, 10 de setembro de 2016

Adaptação à saudade retórica

Você dita ao meu coração o que ele não quer aprender, Dé.
Você quer que o meu coração siga tua receita só.

[...]

Mesmo que tenha a minha oração, que você dispensa Dé,
Você faz com que o meu coração siga tua beleza só.
Vá lembrar a tardinha, quando nos conhecemos Dé,
Havia uma beleza ali...
Ou era criatividade minha?

Abraço apertado, Dé,
Daqueles de quando tu preparavas o nosso café.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Hie

Show generosity to these monstrosities. Respect. Kindness. Compassion. And most of all, whenever possible, tell us we look gorgeous.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Desabafo

Não é fácil chegar no limite da auto-interrupção. Já não consigo mais viver com esse dogma cultural em prol de um bem-estar imaginário. Ser pisciano já não deveria ser um empecilho, mas sim, algo acalentador. Se alguém conseguir trazer da aduana uma receita de diminuição do boicote pessoal, agradeço imensa e generosamente.

"Você nunca vai achar alguém pra você", eles disseram.
"Sossegue, viva sozinho, bem acompanhado", eles disseram.

Ah, vida, o que fazer contigo?
Iemanjá, traz de volta a minha fé.

sábado, 12 de março de 2016

Empatia

Última forma: gíria militar que representa se corrigir ou se desculpar por ter cometido atitude ou ação errônea, passiva de arrependimento.

É, como eu falei: não ia durar. Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar. Hoje ou amanhã, vai se curvar e, graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar... você perdeu!

E sabendo com quem eu lidei, não vou me prejudicar, nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás. Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz com quem só quis rasgar o meu cartaz.

E agora pra mim você não é nada mais.

E qualquer um pode se enganar, você foi comum, pois é... você foi vulgar. O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar? Porém, pra mim, você morreu.

Você foi castigo que Deus me deu.

Não saberei jamais se você mereceu perdão. Porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão... e você foi uma a mais.

E como sempre se faz: aquele abraço! Adeus.

... E até nunca mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cicatriz

Ah - mor, que nunca cicatriza, ao menos ameniza-dor, que a vida não amenizou.

Quando se fala em saudade, mista-se o arrependimento. Mas, se é assim, que se vá. Quando finalmente pensamos ter superado as antigas e memoráveis cicatrizes, evocado novos anjos hikari, simplesmente não o é. Um dia, talvez, bem-vindo.

Por todos os dias, por semanas, meses, anos. Gratidão infinita e constante. Eu sinto muito, me perdoe, obrigado, eu te amo.