domingo, 15 de setembro de 2013

Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro

“Enganados pela ciência, embrulhados nas sutilezas balofas da economia política, maravilhados como crianças pelas habilidades da mecânica, durante setenta anos construímos freneticamente vapores, caminhos de ferro, máquinas, fábricas, telégrafos, uma imensa ferramentagem, imaginando que por ela realizaríamos a felicidade definitiva dos homens e mal antevendo que aos nossos pés e por motivo mesmo dessa civilização utilitária se estava criando uma massa imensa de miséria humana, e que, com cada pedaço de terra que fundíamos e capitalizávamos, íamos criar mais um pobre.”

Eça de Queiroz