sábado, 29 de março de 2014

Calma n'alma

Em meio a uma caminhada, em busca da perfeição, ainda me cabe ressaltar um estigma bastante memorável de uma pseudo-anônima que imaginava conhecer há aproximadamente 70 semanas atrás.

Quando ouço os (re)lutos desgastantes sobre a ordem natural da vida, em associação aos acontecimentos surpreendentes - e, diga-se de passagem, realmente indesejados - percebemos quão vis somos perante um deus ou à configuração chakral do universo.

Por quê os jovens morrem cedo? E ainda, por quê a ordem da vida toma uma inversão catastrófica e desnecessária com as pessoas mais dignas de viver intensamente?

Pois bem. Cremos que nosso egoísmo, apesar de natural, não nos permitiria abrir os horizontes para essa indagação. Vale induzir que cada pessoa deixa seu legado. Quem vive, mesmo anárquica(mente) é capaz de produzir uma situação causa-efeito em qualquer sujeito, ou, de preferência, em UM sujeito. O espiritismo, mesmo consolador, é capaz de sentenciar à morte as criaturas que, crentes, buscam a felicidade através de sua missão.

Todos os humanos tem uma missão, que os digam os kardecistas. Todos pagamos por erros e divergências das vidas passadas e assim, purificamos a alma para nossa passagem à luz. Quanto mais se vive, mais se sofre. Quanto mais sofrimento, mais penitência. Quanto mais penitência, menores as necessidades de manter-se vivo. Logo, quem muito trabalha como penitente, colhe os frutos de maneira rápida, objetiva e dolorosa. Para o universo não existe ordem. Assim, não se encontra piedade.

A dor existe, mas está predisposta ao ser humano para ser sentida e fazer sentido. Se houver luto, aproveite, afinal, o momento é único.

domingo, 16 de março de 2014

Por mim, sem lágrimas

Hoje, finalmente depois de alguns anos eu comecei a compreender que um lado da vida realmente é penoso. Ao sentir a ansiedade, o tesão, a decepção,  a insegurança e, por último,  a compaixão,  percebo que realmente estou sozinho. Um relacionamento não é tudo na vida e nem esse texto é sobre relacionamentos amorosos, mas no fundo sabemos que estamos sós,  Deus, uma xícara de café e um almoço requentado. O laranja ficou azul já faz um tempo, mas na alma ainda podemos cultivar as esperanças cor-de-pôr-do-sol. Aperta o peito a solidão de estar rodeado de pessoas incertas, aperta a incerteza de continuar cultivando pessoas solitárias. Não sou como esses alguns, pois dizem que ainda sou muito novo. E a novidade desperta interesse. Mas não muito pra mim, não agora. Me contentariam as chuvas e sóis simultaneamente,  o ar úmido pré-outono. Ah, e o outono vai chegar e esfriar, a minha mágoa o vento vai carregar. E dou-me a certeza que tudo vai dar certo. Pela quarta ou quinta vez.