Hoje, excepcionalmente, me coloco numa situação de extrema melancolia. Pode ser que esteja colhendo os frutos de uma imprudência mental, em que as pessoas são vítimas de meus devaneios, em prol do vitimismo escondido nessa mente confusa. Pela primeira vez no ano, ao que me lembro, me permiti chorar, e sigo com essa garganta e peito apertados. Já não sei mais o que é ansiedade, necessidade de mudança, desespero ou pontadas de pânico.
Em uma live com uma colega psicóloga, paralela nesse exato momento de escrita, fala-se muito sobre a ansiedade como um mecanismo benéfico ao ser humano, sem considerar os preceitos psicopatológicos. Me dou ao benefício da dúvida sobre a incorreta utilização desse tão benéfico mecanismo. Sofrer por antecipação, morrer lentamente antes do futuro chegar está se tornando um fardo que não estou suportando carregar, pelo menos hoje. Eu não sei mais o que quero, como quero e o que me fará bem. Deus, tira do meu peito essa carga. Afasta de mim essa solidão.