sexta-feira, 21 de maio de 2021

Ah! Dor

Dói demais, não se sabe exatamente onde, nem por quê, mas dói. É uma vontade de correr, mas ter o cansaço necessário pra não sair de casa. É ter um desejo de consumir, mas se limitar por fatores externos e praticar a anulação. É se olhar no espelho e perceber que se está sozinho, mas não por influência de outrem, mas sim, porque não se encontra mais, não se acha mais, não se sabe mais o que o futuro pretende mostrar.


É exaustivo, dói. E como dói. Chorar não adianta mais, sofrer não resolve mais. O corpo sabe disso, mas a mente... bem, ela não identificou essa chave-motriz para fazer tudo voltar ao normal. Autoestima já virou artigo de luxo. Disciplina já se extinguiu. Sobra então... bem, já não se sabe mais o que sobra. Já não se tem mais nada a perder, a ganhar. Dói. Muito.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Vem aí (?)

Mudanças, mudanças, mudanças. O macaco continua pulando de galho em galho, o peixe continua escorregando entre as rochas e invadindo novos mares. A pressão sobe, os ânimos descem, mas, de forma mais aconchegante, a sensação de solitude agora deu vazão ao caráter duplo, não mais individualizado e sombrio. A falta de noção sobre merecimento cresce da mesma proporção que a insegurança para com um futuro não tão distante. Espero, sinceramente, sencillamente, que a próxima vez que eu leia esse blog, eu ainda esteja vivo para comemorar tantos esforços e lutas colecionadas ao longo desses últimos anos. E, se caso não estiver, que fique meu desabafo sobre as injustiças dessa vida, tão acumuladas por um filho de Xangô indignado.