domingo, 16 de março de 2014

Por mim, sem lágrimas

Hoje, finalmente depois de alguns anos eu comecei a compreender que um lado da vida realmente é penoso. Ao sentir a ansiedade, o tesão, a decepção,  a insegurança e, por último,  a compaixão,  percebo que realmente estou sozinho. Um relacionamento não é tudo na vida e nem esse texto é sobre relacionamentos amorosos, mas no fundo sabemos que estamos sós,  Deus, uma xícara de café e um almoço requentado. O laranja ficou azul já faz um tempo, mas na alma ainda podemos cultivar as esperanças cor-de-pôr-do-sol. Aperta o peito a solidão de estar rodeado de pessoas incertas, aperta a incerteza de continuar cultivando pessoas solitárias. Não sou como esses alguns, pois dizem que ainda sou muito novo. E a novidade desperta interesse. Mas não muito pra mim, não agora. Me contentariam as chuvas e sóis simultaneamente,  o ar úmido pré-outono. Ah, e o outono vai chegar e esfriar, a minha mágoa o vento vai carregar. E dou-me a certeza que tudo vai dar certo. Pela quarta ou quinta vez.

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